quarta-feira, 13 de abril de 2022

CONHEÇA OS PRINCIPAIS SINTOMAS DA DENGUE CLÁSSICA E DA DENGUE HEMORRÁGICA

 Após estarmos vivendo uma fase pouco mais tranquila no que se refere ao vírus da covid 19, vemos agora outro víris voltar a assustar a população paranaense, o vírus da dengue, onde estamos vendo a cada boletim semanal, um aumento considerável nos casos, iclusive com a ocorrência d óbitos, onde neste perído epidemiológico já são três registros de morte em decorrência da doença.

Mas afinal, apesar de você ouvir frequentemente falar sobre a doença, você conhece o que é, quais os sintomas, causa s e consequencias?

Conheça um pouco mais sobre esta doença:

O que é?

É uma doença infecciosa febril aguda, que pode se apresentar de forma benigna ou grave, dependendo de alguns fatores, entre eles: o vírus envolvido, infecção anterior pelo vírus da dengue e fatores individuais como doenças crônicas (diabetes, asma brônquica, anemia falciforme).

Qual o microrganismo envolvido?

O vírus do dengue pertence à família dos flavivírus e é classificado no meio científico como um arbovírus, os quais são transmitidos pelos mosquitos Aedes aegypti. São conhecidos quatro sorotipos: 1, 2, 3 e 4.

Pessoas infectadas com o vírus pela segunda vez têm um risco significativamente maior de desenvolver doença grave.

Quais os sintomas?

O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar um sinal de alarme para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal.

É importante procurar orientação médica ao surgirem os primeiros sintomas, pois as manifestações iniciais podem ser confundidas com outras doenças, como febre amarela, malária ou leptospirose e não servem para indicar o grau de gravidade da doença.

Todos os quatro sorotipos de dengue 1, 2, 3 e 4 podem produzir formas assintomáticas, brandas e graves, incluindo fatais. Deve-se levar em consideração três aspectos:

1. Todos os quatro sorotipos podem levar ao dengue grave na primeira infecção, porém com maior freqüência após a segunda ou terceira, sem haver diferença estatística comprovada se após a segunda ou a terceira infecção;
2. Existe uma proporção de casos que têm a infecção subclínica, ou seja, são expostos à picada infectante do mosquito Aedes aegypti mas não apresentam a doença clinicamente, embora fiquem imunes ao sorotipo com o qual se infectaram; isso ocorre com 20 a 50% das pessoas infectadas;
3. A segunda infecção por qualquer sorotipo do dengue é predominantemente mais grave que a primeira, independentemente dos sorotipos e de sua seqüência. No entanto, os sorotipos 2 e 3 são considerados mais virulentos.

É importante lembrar que muitas vezes a pessoa não sabe se já teve dengue por duas razões: uma é que pode ter tido a infecção subclínica (sem sinais e sem sintomas), e outra é pelo fato da facilidade com que o dengue, principalmente nas formas brandas, pode confundir-se com outras viroses febris agudas.

Como se transmite?

A doença é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Não há transmissão pelo contato direto com um doente ou suas secreções, nem por meio de fontes de água ou alimento.

Como tratar?

Todas as pessoas com febre de menos de sete dias durante uma epidemia ou por casos suspeitos de dengue, cuja evolução não é possível predizer, devem procurar tratamento médico onde algumas rotinas estão estabelecidas para o acompanhamento, conforme a avaliação clínica inicial e subseqüente, quanto a possibilidade de evolução para gravidade. A hidratação oral (com água, soro caseiro, água de coco), ou venosa, dependendo da fase da doença, é a medicação fundamental e está indicada em todos os casos em abundância. Não devem ser usados medicamentos à base de ácido acetil salicílico e antiinflamatórios, como aspirina e AAS, pois podem aumentar o risco de hemorragias.

erupção da pele
O que é Dengue Hemorrágica?
Dengue Hemorrágica é uma complicação do vírus da Dengue. Também chamada de “Dengue grave”, acontece com alterações da coagulação sanguínea.

A Dengue Hemorrágica é mais incidente em pessoas que contraem Dengue pela segunda vez e pode ser decorrente dos quatro sorotipos da Dengue (DEN-1, DEN-2, DEN-3, DEN-4). Se não for tratada adequadamente e com rapidez, pode levar à morte. 

Quais as Causas da Dengue Hemorrágica?

A transmissão da Dengue acontece através da picada do mosquito Aedes aegypti, que uma vez infectado pelo vírus, carrega ele a sua vida inteira. Quando o mosquito pica uma pessoa, essa pessoa demora, geralmente, de 3 a 15 dias para apresentar sintomas, sendo mais comum de 5 a 6 dias.

A Dengue Hemorrágica é frequente após a segunda contaminação, pois o sistema imunológico da pessoa tende a disparar uma reação excessivamente forte.

Quais os Sintomas da Dengue Hemorrágica?

Os sintomas da Dengue Hemorrágica, nos primeiros três dias, são os mesmos da Dengue clássica, como febre alta, dor de cabeça e no fundo dos olhos, enjoos, vômitos, mal-estar, cansaço extremo, manchas vermelhas na pele e dores no corpo. Após o terceiro dia de contaminação, o infectado pode apresentar sintomas mais graves, entre eles: 

  • Sangramento da gengiva, boca, nariz, ouvidos ou intestino; 
  • Vômitos persistentes; 
  • Dor abdominal intensa; 
  • Pele fria e úmida; 
  • Urina com sangue; 
  • Olhos vermelhos; 
  • Dificuldades respiratórias e confusão mental.

Quais os Tratamentos da Dengue Hemorrágica?

Dengue Hemorrágica tem cura, mas o tratamento deve começar assim que os sintomas forem identificados, para que não haja complicações.

Para o tratamento, a hidratação através de soro direto na veia e o monitoramento constante do paciente no hospital são imprescindíveis. Em alguns casos, pode ser necessária a realização de oxigenoterapia e transfusões sanguíneas.

Em caso de suspeita de Dengue, deve-se evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (como AAS) e os anti-inflamatórios (como o Ibuprofeno). 

Como se prevenir?

A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.


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