segunda-feira, 28 de março de 2022

Novo ‘golpe do boleto’ mira devedor com busca e apreensão de veículos - fato já está ocorrendo na região

Compradores de veículos financiados estão na mira de um novo golpe. Especialistas alertam que estelionatários estão oferecendo acordos pela metade do valor para pessoas em débito com o financiamento, cujos automóveis estão em processo de busca e apreensão. Fingindo serem representantes das instituições credoras, entram em contato com a vítima e recebem o valor por meio de boletos falsos.

Na semana passada um fato desta natureza, quase ocorreu na cidade do Mato Rico, onde indivíduos se passando por: Policial Federal, Sargento e Oficial de justica, tentaram aplicar o golpe, o qual foi frustradao poruq a proprietária desconfiou de alguns erros de português que continham no oficio e po r isso chamou a Polícia, sendo que, neste momento os indivíduos perceberam e fugiram do local.

Com dados pessoais circulando cada vez mais em ambientes virtuais, muitas vezes inseguros, novos golpes surgem um após o outro e têm tirado o sossego do brasileiro. É o que alerta Afonso Morais, da Morais Advogados, especialista em golpes financeiros.

Segundo o advogado, os suspeitos conseguem obter os dados das vítimas por meio de alguém com conhecimento jurídico e certificado digital. Eles entram em processos de busca e apreensão de veículos e, de posse de informações do veículo, além de detalhes como débito e nome do credor, encontram o devedor e se apresentam como representantes de escritórios de advocacia.

“Criam e-mails falsos com o nome desse escritório e fazem um acordo pela metade do valor cobrado na ação de busca e apreensão. O prejuízo dos financiados é a perda das parcelas pagas com os boletos falsos e a manutenção do saldo devedor”, explica.

Como esses golpes são pouco divulgados por suas vítimas, por vergonha ou desconhecimento, o especialista afirma que cerca de cinco mil pessoas são lesadas a cada mês – ele acrescenta que o valor dos boletos falsos vai de R$ 400 a R$ 700, aproximadamente. Morais aponta cuidados que o cidadão deve tomar para não ser ludibriado. “As providências básicas são sempre as mesmas para pagamento de qualquer dívida: cautela e calma ao pagar, verificando sempre para onde vai o pagamento, quem é o beneficiário. Use, se possível, leitor de código de barras e exercite a desconfiança para verificar se quem está cobrando é mesmo representante do banco ou da financeira”, aconselha o advogado.

Caso a pessoa já tenha caído no golpe, nem tudo está perdido. Dependendo da fraude, o banco ou a financeira pode ser responsável pelo ressarcimento do dinheiro pago para o fraudador. Entretanto, destaca o especialista, quando o pagamento é feito de forma errada, sem a devida cautela, esse ressarcimento fica comprometido.

Renata Abalém, advogada especialista em direito do consumidor, explica que todos esses novos golpes atrelados à tecnologia e ambientes virtuais podem ser evitados com a proteção de dados. Não colocar informações pessoais em portais suspeitos já é um começo, lembra a jurista.

“A primeira coisa que você deve ter em mente é proteger os dados pessoais como CPF e endereço. No ambiente virtual, os bandidos estão fazendo financiamento, pedindo empréstimos. Tem de restringir ao máximo a disseminação desses dados”, destaca. Abalém acrescenta que a vítima precisa alertar a polícia tão logo perceba o golpe. “Com o boletim de ocorrência, você se protege. Procure os canais próprios do cartão de crédito ou do banco e informe como ocorreu o golpe”, diz.

Informacoes extraídas: UOL

Nenhum comentário:

Postar um comentário