quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Homem mora com cadáveres da família por 4 meses

Crimes macabros mais uma vez aterrorizam a sangrenta fronteira entre Paraguai e Mato Grosso do Sul. 

O mestre de obras Pablino Giménez Ledezma, 57, matou a mulher e a filha e deixou os corpos apodrecendo dentro da casa onde a família morava, em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã (a 323 km de Campo Grande).

Os corpos foram encontrados na tarde desta terça-feira (2) sobre camas em dois quartos da casa, localizada no Bairro Defensores del Chaco. 

Incomodados com o mau cheiro que exalava há semanas da casa e sabendo que mãe e filha estavam desaparecidas, vizinhos chamaram a polícia.

Quando os policiais chegaram ao local, Pablino tentou impedir a entrada. 

Com o forte mau cheiro exalando no local, os agentes da Polícia Nacional entraram na residência e nos quartos encontram os corpos de Patrociña Romero Olmedo, 48, e de Noelia Giménez Romero, 20, filha do casal.

Diante da cena macabra, Pablino confessou o crime. Ele disse a filha estava possuída pelo demônio. 

O mestre de obras contou que matou Patrociña estrangulada como forma de sacrifício e “por ordem de Deus”, na esperança que ela ressuscitasse três dias depois.

Como a mulher não voltou à vida, Pablino, com a ajuda do genro e do filho de 18 anos mataram Noelia e também deixaram o corpo apodrecendo sobre a cama. 

“Matei em nome de Jesus”, disse Pablino. Em entrevista a repórteres da fronteira, ele afirmou que escuta “vozes divinas”.

“Crime macabro em Pedro Juan Caballero. Vi as fotos e os vídeos dos corpos sobre as camas, onde estavam há pelo menos quatro meses, segundo o médico forense”, disse o secretário de Segurança Pública de Ponta Porã, Marcelino Nunes de Oliveira.

Centro espírita – No dia 25 do mês passado, Pablino e a mãe de Patrociña, Sotera Olmedo Romero, 68, denunciaram à polícia paraguaia o desaparecimento de mãe e filha. 

Segundo o registro policial, elas teriam viajado em agosto deste ano para Ciudad de Este, para frequentar um centro espírita, já que Noelia estaria e possuída pelo demônio.

Naquele dia, Pablino contou que a mulher e a filha tinham viajado com um amigo de Patrociña, mas disse não saber o nome desse suposto amigo. 

Depois, as duas nunca mais voltaram para casa.

O médico forense César Gonzalez informou que mãe e filha foram mortas entre três e quatro meses atrás. 

O filho de Pablino também foi preso. O genro está sendo procurado pela polícia.

Fonte: Campo Grande News.

DA REDAÇÃO/ MARIA FARIAS

 

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