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quarta-feira, 28 de julho de 2021

FAMÍLIA ALUGA CASA E ENCONTRA CORPO DE DONA DESAPARECIDA HÁ 7 ANOS

O caso de uma idosa desaparecida em Ubatuba, no litoral de São Paulo, em 2013 foi reaberto após uma família alugar uma casa que pertencia a ela e encontra-la enterrada no jardim. 

A história foi revelada pela BBC News Brasil. De acordo com a reportagem, em agosto de 2018, Fátima, Roberto* e seus dois filhos se mudaram para a casa onde Luzia, de 62 anos, morava.

Na época, buscavam por um lugar mais espaçoso e não ligaram muito para a história do desaparecimento da mulher. “A princípio, a gente até pensou que ela estivesse viva em algum lugar e perdida”, relembra Roberto à BBC.

Apesar de gostarem da localidade e da vizinhança, a sombra e o excesso de umidade na residência incomodava o casal. Isso os levou a reformar o jardim, que tinha plantas muito grandes e chegavam a alcançar o telhado.

Foi aí que, em 13 de janeiro deste ano, Roberto e seu filho mais velho resolveram preparar o solo para a chegada da grama que haviam cortado. Embaixo de um canto do quintal onde tinham lírios da paz, eles encontraram um tecido e resolveram desenterrar.

Aposentada, solteira e sem filhos, Luzia morava sozinha com seus animais. Os vizinhos relatam que ela era simpática e muito querida. Com seu desaparecimento, pessoas da região estranharam e denunciaram à polícia.

A apuração sobre o desaparecimento começou em 2013, mas por falta de provas foi arquivada em janeiro de 2020.

Com a confirmação de que o corpo era mesmo da idosa, o Ministério Público reabriu o processo.

A perícia na ossada não apontou indícios de que Luzia tenha sido assassinada a tiros ou facadas. 

A suspeita é de que tenha sido estrangulada e, depois, enterrada no jardim. 

No entanto, a esqueletização (fase avançada da decomposição dos restos mortais) impediu que indícios fossem encontrados.

Até o momento, a polícia não sabe se o crime foi praticado por uma ou mais pessoas. No entanto, a previsão é de que a investigação seja concluída em aproximadamente um mês.

Foram mantidos os nomes alterados pela reportagem da BBC News Brasil para preservar a identidade dos integrantes da família e da proprietária da casa.

 

Fonte: Tamandaré Notícias

DA REDAÇÃO/ MARIA FARIAS

 

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