terça-feira, 11 de maio de 2021

GUARAPUAVA - Manvailer ‘pega’ mais de 31 anos de cadeia em regime fechado

Luis Felipe Manvailer acaba de receber a sentença de culpado. 

De acordo com o rito do Tribunal do Júri, o juiz Adriano Eyng anunciou que o réu recebeu a condenação de 31 anos 9 meses e 18 dias, em regime fechado. 

A decisão é passível de recurso. 

Entretanto, Manvailer deixou o Tribunal do Júri e retornou à Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), onde está preso há dois anos e nove meses. 

O juiz começou a ler a sentença às 19h26 anunciando que além do homicídio por esganadura, lhe foram imputadas quatro qualificadoras: feminicídio, motivo fútil, meio cruel e fraude processual. 

O condenado ainda deverá pagar uma multa de R$ 100 mil aos pais de Tatiane, por danos morais. 

Antes disso, um dos advogados de defesa chegou junto aos irmãos e mãe de Manvailer para prepará-los sobre a sentença do corpo de jurados. 

Dona Rita se emocionou. No outro lado do plenário, familiares de Tatiane se mantinham apreensivos. 

A mãe da vítima já tinha deixado a sessão no meio da tarde. Durante a leitura da sentença, Manvailer colocou as mãos nos bolsos da calça jeans que usava. 

Enquanto isso, a banca de defesa se manteve cabisbaixa. Já a assistência de acusação e o promotor Pedro Papaiz prestavam atenção à leitura do juiz. 

MANVAILER PEDE QUE MÃE FIQUE CALMA 

Ao final da leitura, Eyng agradeceu as partes, aos assessores, aos jurados pelos sete dias de trabalho. 

Tão logo o juiz finalizou o júri, a mãe de Manvailer, acompanhada pela filha Mariana e o filho André desceram e ficaram perto de Manvailer. 

Ele olhou para a mãe e com gestos das mãos pediu que ela tivesse calma. Em seguida apontou para o crucifixo na parede. 

Momentos depois, dona Rita foi levada para abraçar o filho. A defesa fez um cordão humano de isolamento para dar privacidade a eles. 

No lado de fora, uma carreata e buzinaço marcaram a condenação de Manvailer. 

Algumas ativistas levaram cartazes com a frase “Tatiane presente”. 

Uma carreata também mostrou apoio ao condenado. Na saída, o advogado Roberto Brzezinski comemorou a condenação. 

“A justiça foi feita”. 

Enquanto o advogado Gustavo Scandelari afirmou que a sentença serve de estímulo para que fatos dessa natureza nunca mais ocorram. De acordo com o promotor Pedro Papaiz, apesar da defesa tentar desconstruir as provas que mostravam que Manvailer era culpado, buscou atacar defensores públicos e testemunhas. 

“Apesar disso não conseguiu provar a impunidade do réu”.

DALLEDONE DISSE QUE VAI PEDIR ANULAÇÃO DO JÚRI

Cerca de 30 minutos após a saída da acusação, a banca de defesa lideradas pelos advogados Claudio Dalledone e Adriano Bretas deixou o Fórum de Guarapuava. 

De acordo com Dalledone, a defesa vai recorrer e pedir a anulação do julgamento. 

A base para esse recurso, segundo o advogado, serão as provas contidas nos autos.

Fonte: RSN

DA REDAÇÃO/ MARIA FARIAS

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