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segunda-feira, 10 de maio de 2021

GUARAPUAVA - Em quase 7 horas de depoimento, Manvailer sustenta tese de que não matou Tatiane

No retorno da sessão, quem assume os questionamentos é Cláudio Dalledone. 

Ele pergunta sobre um calção de luta que, conforme o advogado, teria sido utilizado pela acusação para afirmar que Luis Felipe Manvailer era violento. 

O réu nega. De acordo com Manvailer, ele e Tatiane faziam aulas de K1. Nós íamos juntos, eu e a Tatiane. Era misto. 

Não era uma aula de ‘porradaria’. Ia até junto com a Tati.

Comecei a fazer depois MMA também, porque tinha adquirido o calção e, assim, isso não denota nada, né? Da mesma maneira que um quimono não me faz um agressor, ter uma luva de boxe não me faz, aquele sai batendo em todo.

Depois disso, outras questões sobre a prática de artes marciais e frases publicadas em redes sociais pelo réu foram levantadas por Dalledone. 

Questionado sobre posts que diziam “vontade de matar um hoje”, o réu se defende dizendo “Pô, você falar que tá com vontade de matar um é uma expressão, pelo amor de Deus”.

Tais argumentos são utilizados pela acusação. 

VIDA PROFISSIONAL 

O advogado questiona então a vida profissional do réu. Que afirma que a atuação dele foi reconhecida publicamente por uma das universidades em que ele atuava. 

“Corrigia prova, preparava prova, corrigia trabalho. Por sinal, foram elogiadas publicamente no Facebook da Guaraicá. Dava aula para biologia, juntando as duas universidades, agronomia, farmácia, odontologia, fisioterapia, enfermagem. Toda a base biológica mais para lado molecular era confiada a mim”. 

Sobre a questão de ciúmes de Tatiane que envolvia supostas relações do réu com alunas, ele voltou a negar que existisse relação. 

“Não existia. Como já foi demonstrado aqui um pouco do perfil psicológico, lógico que não era sempre assim. Ela era entupida de valores, cheia de valores. Amava muito a Tatiane, era a mulher ad minha vida. Eu perdi a mulher da minha vida. Com todos seus erros, seus charmes, suas manhas. Eu a amo ainda”. 

No momento em que ele afirma que ainda ama Tatiane, a família dela se manifesta e é advertida pelo juiz. 

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA 

Ao ser questionado sobre a situação de que teria agredido Tatiane em alguma ocasião, Manvailer voltou a negar. 

Assim, o advogado mostrou conversas que davam a entender que ele teria agredido a mulher. Ele afirmou que Tatiane aumentava fatos e que a referida conversa não tem ano. 

Além disso, Dalledone questiona o réu sobre acusações de que ele teria machucado Tatiane durante relações sexuais.

Ele novamente negou e falou sobre a conduta da testemunha que o acusou. 

“Lógico que nunca machuquei a Tatiane, principalmente sexualmente. Talvez emocionalmente tenha faltado algumas vezes, mas nunca fisicamente. Essa Bruna Sobanski [testemunha] era muito mal quista pela família, pelo núcleo ali, principalmente pelo pai e pela Tatiane. Pela Tatiane como uma amiga da onça, uma cobra, que se fingia de amiga e ia lá e, por exemplo, angariava clientes quando ela foi trabalhar no escritório da Tati quando ela estava na Alemanha”. 

As perguntas giram em torno de como Manvailer se referia a Bruna em algumas mensagens de celular, e também quando ele foi acusado de misógino. 

O réu teria sido acusado de bater em um jovem de 18 anos. Ele diz lembrar. Mas que não agrediu o jovem, e sim sofreu um mata-leão. 

DE TATIANE 

De acordo com as informações, Tatiane teria tido medo de estar com câncer em 2017. Isso teria ocorrido depois de uma tentativa de fecundação. 

Conforme o réu, ele sempre prestou apoio à mulher.

TENTATIVA DE SUICÍDIO 

O tema da tentativa de suicídio de Luis Felipe voltou a pauta. Ele foi questionado sobre o que lembrava deste dia e ele disse que se perdeu no tempo. 

Desse modo, a defesa falou sobre os vídeos divulgados na imprensa sobre o dia da morte de Tatiane, e ele afirmou que não sabiam como tinham sido repercutidos. 

Sobre a questão de tentativa de transferência, Manvailer afirmou que recebeu algum atendimento após atentar contra a própria vida. 

Porém, a ação do profissional foi “reprovável”. Além disso, sobre o divórcio, ele nega que estivesse nos planos do casal.

Os advogados questionam então sobre o apartamento do casal e Manvailer afirma que aquele foi o que mais agradou Tatiane. 

MÍDIA 

Os advogados mostram que as imagens do dia da morte de Tatiane tiveram repercussão internacional e perguntam se o réu foi procurado por tais órgãos da imprensa para prestar depoimento, ele nega. 

DIA DA MORTE 

Sobre a morte, Manvailer volta a negar. Ele alega que seria impossível matar Tatiane, ultrapassar mais de um metro com o corpo até o parapeito. 

Além disso, com base nos depoimentos ele afirma que ficou evidente que seriam necessárias três a cinco pessoas primeiro pra ajeitar, pra erguer, pra ultrapassar o parapeito.

Ele falou sobre a dificuldade dos investigadores na reprodução do dia da morte. 

Manvailer ainda nega que tenha sido procurado pela imprensa quando foram produzidos materiais sobre o dia da reprodução da morte de Tatiane. 

Nova pausa ocorre na sessão

Fonte: RSN

DA REDAÇÃO/ MARIA FARIAS

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