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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Trio acusado de torturar menino vai continuar preso; madrasta ajudava animais abandonados

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou nesta segunda-feira (1º) a prisão preventiva para o casal e uma jovem de 22 anos acusados de participarem da tortura a uma criança de 11 anos, no Jardim Itatiaia, em Campinas.

O caso ganhou repercussão nacional após a libertação da criança que estava nua, acorrentada pelas mãos, cintura e pés junto a um barril metálico, sem comida e sem poder se locomover há cerca de um mês. Ele foi descoberto após denúncia de vizinhos à Polícia Militar.

O pai, um auxiliar de serviços gerais, de 31 anos, vai responder pelo crime de tortura, enquanto as mulheres, sendo a madrasta da criança, de 39,  e a filha dela pelo crime de omissão.

Em depoimento para a Polícia Militar, o pai do menino citou também que a criança era acompanhada pelo CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e o prendeu porque ele era muito agitado e não parava.

O menino segue internado no Hospital Municipal Ouro Verde com quadro de desnutrição profunda. Segundo a Secretaria de Saúde de Campinas, o estado dele é estável e passa por exames. 

Segundo a equipe médica, ele chegou com 27 kg o ideia para a idade seria 35kg segundo especialistas da saúde.

Madrasta ajudava animais

De acordo com o Portal ACidandeon, de Campinas, a madrasta era conhecida por cuidar de animais abandonados. Na casa onde a criança foi encontrada, havia cerca de 10 cachorros soltos pelo quintal. A mulher de 39 anos foi presa junto com o pai da criança pelo crime de omissão.

“Nós chegamos na casa e tinha muitos cachorros, todos bem cuidados. Soubemos que ela tinha uma associação de cuidado a animais que recolhia da rua. Cuida de cachorros e deixa uma criança presa numa situação que nenhum animal mereceria”, disse o 2º Sargento da Polícia Militar Mike Jason, que acompanhou a ocorrência.

“Na casa tinha uns sete cães, todos soltos ou no colo da mulher e da filha dela. Com pelos brilhantes, coleira anti-pulgas, enquanto a criança estava acorrentada comendo casca de banana, fubá ou as próprias fezes”, se indignou o policial.

O caso

O menino era mantido nu, acorrentado pelas mãos e pés em um tambor de ferro exposto ao sol. O local, com menos de quatro metros quadrados, era coberto por uma telha do tipo brasilit e com uma pia de mármore por cima, para impedir a saída do garoto.

Em depoimento, o garoto, encontrado em situação de desnutrição, afirmou que não comia nada há três dias e era mantido naquela situação frequente no barril desde que completou 10 anos. O policiais tiveram que usar uma ferramenta de corte para tirar as correntes e os cadeados que prendiam a criança ao barril. Os responsáveis legais do menino receberam voz de prisão em flagrante.

Fonte: Portal Banda B

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