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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Chapecó: Com 17 médicos afastados por coronavírus, diretora técnica da Saúde comenta sobre as dificuldades

Há 17 profissionais médicos afastados dos atendimentos na Secretaria de Saúde de Chapecó, por terem contraído coronavírus. 

A informação foi divulgada pela diretora técnica da Secretaria da Saúde do município, Aldarice Pereira da Fonseca, durante coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (27).

“Nesse momento nós temos 17 profissionais médicos em afastamento, em atestado. 

Isso é complicado, é difícil, porque não se consegue imediatamente contratar outro profissional médico”, contou a médica.

A diretora relatou ainda que “as pessoas tem que se desdobrar mais, tem que trabalhar mais para conseguir dar conta. 

Nem sempre quando as pessoas chegam no ambulatório conseguem ser atendidas imediatamente por conta da demanda “.

Aldarice destacou que a pasta está contratando os recém formados para os ambulatórios Covid, no entanto, essa contratação possui um prazo para efetivação e exigência de documentações.

Já no Hospital Regional do Oeste (HRO), segundo informações da assessoria da unidade hospitalar, há dois médicos afastados pela doença. 

Um está internado. Outro profissional recebeu alta e continua em tratamento domiciliar.

Aglomerações nas unidades de saúde

A diretora reforçou, durante coletiva, que a população deve evitar procurar as unidades de saúde para atendimentos que são considerados simples e que podem aguardar para serem realizados, por exemplo, exames de rotina. 

“Deixe seu exame para mais tarde, quando isso melhorar um pouco”, observou.

Aldarice destacou que tem sido registradas aglomerações em Unidades de Saúde do município. 

Segundo a médica, houve registros em que a pessoa procurou um posto de saúde acompanhado da família toda. 

Há ainda os que procuram por atendimentos nos postos e não informam que deveriam estar em isolamento, por conta da Covid-19.

“Às vezes omitem na entrada do posto que estão em isolamento. Elas vem para um exame de rotina, para uma consulta, e lá no atendimento o médico descobre no prontuário eletrônico que ela deveria estar isolada. 

Isso acaba colocando os outros em risco, dentro da própria recepção. Por isso, solicitamos que nesse momento, vamos deixar prioridade para os grupos de riscos, para os pacientes crônicos, para alguma coisa mais urgente que você tenha”, contou.

A médica também pediu para que empresas e estabelecimentos, quando identificarem um funcionário com sintomas respiratórios, que encaminhem para atendimento médico e isolamento. 

“Não deixe trabalhando, porque isso vai piorar o número de pessoas contaminadas, preciso que os empresários entendam isso, colaborem e nos auxiliem no sentido de orientar para cumprir as medidas sanitárias “.

 DA REDAÇÃO/ MARIA FARIAS

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