terça-feira, 6 de outubro de 2020

CHICO COSTA E ORLANDO DE ARAÚJO COSTA FIZERAM HISTÓRIA NO MUNICÍPIO DE PITANGA, CONHEÇA ESTA TRAJETÓRIA

SEU CHICO COSTA
Relembrar de fatos passados, nos faz entender o presente e isso repercutirá em nosso futuro.

Quando se fala em narrar fatos do passado, muitas pessoas ignoram, por acharem ser uma perda de tempo, no entanto o que elas não sabem é que a maior perca está em, não dar valor a sua própria origem, que muitas das vezes é a chave para entendermos tantas coisas do nosso presente.

Todos somos sujeitos da história, e fazemos parte dela seja, na nossa família, cidade e até mesmo do nosso país, e sempre seremos referência para alguém.

E por falar nisso vamos a partir de agora contar um pouco da história de uma pessoa, que além de ser referência para sua família, muito contribuiu para a identidade do município de Pitanga, deixando aqui marcada a sua trajetória no desenvolvimento da nossa cidade, e até mesmo no direcionamento em que esta tomou.

Francisco Cavalli da Costa, ou o "Seu Chico Costa" como era conhecido por muitos.

Patriarca de uma família muito conhecida em Pitanga, "os Costa" ele que era pai do DR, Orlando Araújo Costa, (foto) o qual foi médico por 27 anos em Pitanga e também Prefeito na gestão de 1951 a 1954, e avô do senhor Cleon Cosme Costa, empresário/sócio proprietário da Rádio Poema de Pitanga.

Seu Chico Costa, além de ter sido prefeito de Prudentópolis por duas vezes na década de 30, foi deputado estadual por duas legislaturas e governou Pitanga em um único mandato de 1959 a 1963. 

Caracterizou-se como ardoroso defensor dos colonos e proprietários das terras de todo município, notável pela defesa ferrenha dos pitanguenses colonos e proprietários de terras abrangidas pelo famoso “Grilo do Tigre”, relatado no livro Memória de Pitanga,  de autoria do Dr. Jeorling J. Cordeiro Cleve.

Uma pessoa muito admirada pela população de Pitanga.
Farmacêutico talentoso, fazia em muitos casos; as vezes dos médicos, dado o respeito conquistado junto a população e a sua capacidade de “acertar o remédio” como se dizia na época.

O "Grilo do Tigre" rendeu-lhe muitos amigos e admiradores ardorosos, por outro lado, poucos inimigos poderosos, que queriam a sua eliminação física, já que contrariava os seus interesses.


Homem de fibra, perfil de estadista, nunca recuou de seus justos propósitos e por isso sofreu diversos atentados contra a sua vida.

Segundo relatos, um dos atentados aconteceu em uma madrugada, quando os seus inimigos descobriram que naquela noite ele estava em casa, na rua que  hoje leva o seu nome, e de um local estratégico perto da antiga casa do Dr. Hellmuth um pouco acima do Posto do Raulik, entre as ruas, hoje, Doutor Orlando de Araújo Costa e Rosalvo Petrechen, alguém disparou uma rajada de metralhadora alvejando a histórica casa de madeira onde funcionava a farmácia e a residência do Seu Chico, na famosa esquina das, hoje, ruas Deputado Francisco Costa com a Doutor Orlando de Araújo Costa, sendo que um dos projeteis atingiu a sua cama, um palmo acima de sua cabeça, enquanto dormia. Graças a Deus foi só o susto. Depois do atentado a segurança da casa foi reforçada por paredes duplas. 

Em uma outra ocasião um assassino de aluguel foi até a farmácia se passando por um cliente, no entanto, nesse dia, o matador não contou com uma variável negativa para ele. Um cliente que estava no aguardo para atendimento tinha pelo Seu Chico grande estima e consideração, sendo este da família Jaskiw (Panke). O bandido pediu para o Seu Chico pegar um remédio em uma prateleira baixa, atrás, no momento em que ele ficou agachado e de costas o assassino pulou para dentro do balcão com a arma em punho e engatilhada, o cliente saltou como um raio sobre ele, tomando-lhe de imediato o revolver e acertando diversas coronhadas ao que desapareceu em desabalada carreira enquanto Seu Chico era socorrido, sem que, no entanto, tivesse sido disparado um único tiro.

No terceiro atentado, Seu Chico estava viajando na companhia de um  amigo, que dirigia o carro. Estavam em Curitiba, prontos para a viagem de volta, quando ele falou para o amigo “você volta sozinho para Pitanga, não estou com bom pressentimento, vou de avião até uma cidade próxima, (que no caso seria Campo Mourão ou Ivaiporã), e de lá volto de carro para Pitanga”. E assim foi, em determinado trecho entre Guarapuava e Pitanga, tinha uma “espera” (termo que era utilizado quando o matador ou matadores aguardavam a vítima para matá-la).

Diversos homens armados pediram para parar o carro, fizeram o motorista  descer, revistaram por completo e depois, inconformados sem maiores explicações mandaram que fosse embora.

Seu Chico partiu desta vida no dia 12 de julho de 1968, deixando um vazio no coração de seu familiares, como também para seus amigos e todos os que admiravam este valente que veio aqui morar e construiu sua história.

Faleceu de morte natural, onde segundo relatos de Reginaldo Nunes Ferreira em uma publicação em seu Blog, no qual relata um pouco da história do “Seu Chico Costa”,  ele cita: "no seu velório atraiu uma multidão de pessoas que, carinhosamente, dar-lhe o último adeus.

Fonte:  Blog do seu Reginaldo Nunes Ferreira, publicado no dia 20 de março de 2017.

Da redação/ Sandra Laciuk

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