quarta-feira, 8 de julho de 2020

Mulher leva paulada na cabeça ao cobrar pensão alimentícia


Uma mulher de 35 anos ficou ferida no início da noite dessa terça (7) em Guarapuava, após levar uma paulada na cabeça. 

De acordo com a polícia a agressão ocorreu na rua Alberto Pascolin. Conforme as informações, a vítima teria ido cobrar a pensão alimentícia do ex-esposo, mas foi recebida pela mãe dele, de 54 anos. 

A ex-sogra deu uma paulada na cabeça da mulher, que acionou a polícia. Elas foram encaminhadas para lavratura de termo circunstanciado. 

Além disso, ontem (7) a PM atendeu mais duas ocorrências de violência doméstica em Guarapuava. As duas ocorreram em um período de 20 minutos. 

A primeira delas foi registrada 12h20 no bairro Trianon. Uma mulher de 45 anos conversava com o ex-marido de 44 anos, do qual está separada há cinco meses, quando ele se alterou. 

Desse modo, o ex-marido arrancou com a caminhonete fazendo zigue-zague e tentou derrubar a mulher que estava no estribo do veículo. 

Não conseguindo derrubar a mulher, ele desceu da caminhonete e a derrubou com socos e chutes e fugiu. 

Foi acionada a equipe do Samu que encaminhou a vítima para atendimento médico. O agressor não foi localizado.

Cerca de 20 minutos depois a Polícia Militar foi novamente acionada para atender outra ocorrência de violência contra a mulher. 

Desta vez, a situação ocorreu na rua Salvador Gomes no bairro Vila Bela. De acordo com a PM, uma jovem de 25 anos contou aos policiais que o ex-marido foi até a casa dela com um facão e a ameaçou de morte. 

O homem também não foi localizado. 

AUMENTO DA VIOLÊNCIA Dados da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres de Guarapuava informaram que o distanciamento social e a consequente permanência das pessoas em casa tem provocado o aumento no número de casos de violência contra a mulher. 

Desse modo, com 100 dias completos desde a primeira confirmação de covid-19 em Guarapuava, o que também está preocupando as autoridades locais é o crescimento de denúncias de mulheres em situação de violência. 

De acordo com a secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Andresa do Amaral, os canais de ajuda estão presentes para que as mulheres denunciem os agressores. 

“Se as relações sociais mudaram com a pandemia, o reflexo é sentido de forma direta no combate a violência contra a mulher. Os canais que nossas mulheres buscam ajuda também mudaram e se antes elas procuravam a Delegacia da Mulher, UBS ou a Secretaria da Mulher, hoje, percebemos um aumento de denúncias e ocorrências através da ligação para o 190, da Polícia Militar”.

Fonte: RSN

DA REDAÇÃO/ MARIA FARIAS


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