terça-feira, 14 de julho de 2020

GUARAPUAVA - Preso é encontrado enforcado na 14ª SDP nesta terça (14)


A terceira morte de detentos dentro da Cadeia Pública de Guarapuava em 2020 foi registrada na manhã desta terça (14). 

De acordo com as informações André de Lima, foi encontrado enforcado na cela onde fica o banheiro. 

Conforme informações, André foi preso pelo crime de roubo. A idade dele não foi divulgada. 

O chefe da cadeia de Guarapuava, Wellington Rodrigo de Oliveira, informou que os agentes foram avisados por outros presos por volta das 6h30. 

A primeira morte foi no dia 23 de janeiro quando um preso foi encontrado degolado.

O caos instalado dentro da Cadeia Pública de Guarapuava pode ser traduzido pelas mortes em série, a maioria por enforcamentos. 

De março até junho de 2019, seis presos foram mortos enforcados em Guarapuava. Cinco na cadeia e um na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG). Todos de forma parecida. 

MORTES 2019 A Polícia Civil de Guarapuava investiga as mortes em celas da cadeia pública e na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG). Em 2019, a primeira morte aconteceu no dia 7 de março, quando Crisley Junior Vaz de 23 anos foi encontrado morto por enforcamento. 

Em seguida, no dia 24 do mesmo mês, Samuel da Cruz Wass, 23 anos, também morreu enforcado em uma das celas do cadeião. 

No 25 de abril, também numa das celas, mas nesta vez na PIG, o jovem Leonardo Martinelli de 26 anos foi encontrado pendurado por um lençol. 

BOMBA RELÓGIO No dia 6 de julho, o Departamento Penitenciário registou a fuga de 16 presos. Ainda de acordo com o Depen, a fuga foi às 3h da manhã e os presos escaparam por uma pequena abertura na parede. 

Atualmente a cadeia abriga 422 detentos. No dia 28 de janeiro (houve a primeira fuga quando 12 presos saíram por um buraco aberto na parede da Ala B, permitindo o acesso ao telhado, de onde pularam até o Instituto Médico Legal (IML) e de lá foram às ruas. 

Durante a fuga, presos furtaram um veículo Santana, placas MAB-5792. Antes, porém, um preso por falta do pagamento de pensão alimentícia também fugiu pela porta da cozinha.

Em seguida, no dia 2 de abril houve início de um motim impedido por policiais civis e militares. 

Como é visto, esse é apenas um recorte de uma situação que se agrava a cada dia.

Localizada em área central da cidade, a cadeia pública é um risco aos moradores e comerciantes do entorno. 

Porém, há muito tempo se reivindica para que seja feita a transferência do cadeião.


DA REDAÇÃO/ MARIA FARIAS

Fonte: RSN

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