quarta-feira, 29 de abril de 2020

Imagem internacional do Brasil diverge de países vizinhos no combate a Covid-19

Imagem internacional do Brasil destoa de países vizinhosNesta terça-feira, 28, o presidente dos EUA, Donald Trump, armou que não está descartada a suspensão de voos entre os dois países.


 A principal diferença em relação aos países do continente é que o Brasil não tem uma política unificada, coordenada pelo governo federal.

A Argentina, por exemplo, proibiu todas as vendas de passagens aéreas comerciais até setembro, uma das mais duras restrições de viagens no mundo em razão da pandemia.

Os argentinos adotaram quarentena desde meados de março, como política nacional de isolamento, permitindo saídas recreativas limitadas. O país, de 45 milhões de habitantes, tem cerca de 4 mil casos confirmados e 200 mortes.

O Brasil, com população quatro vezes maior, tem mais de 72 mil casos confirmados, e 5 mil mortes, ou seja, o país tem proporcionalmente um número de casos 15 vezes maior que o país vizinho.

O economista e professor da Universidad de Buenos Aires, Martín Cuesta, arma que a Argentina adotou modelo baseado nas experiências europeias.

A maioria dos países da América do Sul, incluindo Equador e Colômbia, têm adotado isolamento e proibido todos os voos comerciais por enquanto, mas nenhum estendeu a restrição de forma tão longa quanto a Argentina.

Para a professora de Relações Internacionais da Unifesp Regiane Bressan, os demais países da América Latina estão mais alinhados às instruções da Organização Mundial da Saúde.

Entre outros países com notícias de destaque internacional na América do Sul, o Equador tem o pior cenário visível no sistema de saúde colapsado, com mortos expostos, falta de caixões e sub-notificação.

O Chile também chamou atenção por confirmar que deve dar "certicados de imunidade" aos cidadãos. Isto apesar de um alerta da OMS de que não há evidências de que estejam protegidos contra uma segunda infecção por coronavírus.

Fonte: Band.com.br

Da redação/ Sandra Laciuk

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