quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Prefeito morre e é o primeiro a ocupar área nova de cemitério construída na gestão dele


José Pedro da Rocha tinha 64 anos e morreu enquanto voltava de Brasília (DF) na sexta-feira (17). Ele esteve no DF para assinar documentos para doação de máquinas destinados ao município, de aproximadamente 11 mil habitantes.

“Ele viajava sozinho de carro e passou mal. Foi até um hospital, onde permaneceu em observação, mas acabou liberado. 

Em seguida, voltou ao hotel para buscar as malas e continuar a viagem. Passou mal novamente, foi em outra unidade de saúde, infartou e morreu”, fala Miqueias Figueredo, que foi convidado por Zé Galego para viajar até a capital federal, mas não pode ir em razão de compromissos.

O vereador esclarece que a obra de ampliação era uma reivindicação da população e dos vereadores, já que a parte antiga do cemitério, tem mais de 50 anos, não comportava mais túmulos.

“Tivemos vários transtornos, moradores foram enterrar seus entes e havia outras ossadas no lugar. O Zé não era natural daqui e a família não tinha um espaço na parte do cemitério que já existia, por isso, pediram que fosse enterrado na parte nova”, diz.

A obra de ampliação do cemitério começou por volta de outubro de 2019 e ainda não tem data para terminar. A Prefeitura precisa construir uma capela e fazer adequações à infraestrutura, como instalação de banheiros e interligação à rede de água e esgoto.

De caminhoneiro a prefeito

Ele era natural de Sete Lagoas e veio ao Norte de MG para trabalhar transportando carvão. Tempos depois, começou a trabalhar como taxista na Comunidade de São Sebastião do Catulé e, seguindo os conselho dos passageiros que levava, se candidatou à Câmara, mas não obteve sucesso.

Nas eleições seguintes, tentou novamente e foi eleito vereador, primeiro cargo político que ocupou. Foi eleito vice-prefeito em 2012 e reeleito no último pleito. 

Zé Galego assumiu o cargo principal da Administração Municipal após o prefeito José Reis (PHS) se afastar ao ser eleito deputado estadual, em 2018.

“Eu já fui oposição, mas conheci o trabalho dele e passei a apoiá-lo. Foi um prefeito que conseguiu contornar as dificuldades financeiras do município para pagar salários e outras despesas em dia. De tanto cuidar dos interesses da população, acabou esquecendo dele e, infelizmente, morreu em virtude de um problema de saúde”, lamenta.

Um dos filhos de Zé Galego disse ao vereador que o pai passou mal há dois anos e um médico apontou que ele tinha uma veia com indícios de entupimento.

DA REDAÇÃO/ MARIA FARIAS

Fonte: G1




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