quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Morte de psicóloga foi premeditada e contou com tortura


A Polícia Civil prendeu na noite desta terça-feira (5) outro envolvido na morte da psicóloga Micheli Kobelnik registrada em Ivaí, município na região dos Campos Gerais. 

O novo preso foi identificado até o momento apenas como Wesley e foi preso na região de Uvaranas - ele teria auxiliado André Luís Perrinchelli Cavalheiro, ex-companheiro da vítima, a executar o crime. 

Wesley deverá ser apresentado na 13ª Subdivisão Policial ainda na manhã desta quarta-feira (6).

Segundo o delegado Luiz Gustavo Timossi, responsável pelas investigações, Wesley confessou a participação no crime que foi premeditado e contou com tortura contra a vítima. 

Timossi explicou que, já no começo das investigações, a Polícia desconfiava da participação de uma terceira pessoa. 

As diligências levaram a Wesley que foi detido após ter a prisão temporária autorizada pela Justiça.

De acordo com o delegado, Wesley teria sido contratado uma semana antes do crime por R$ 1,5 mil para participar do assassinato. “A Justiça decretou a prisão temporária dele e ele [Wesley] acabou confessando a participação no crime”, contou. 

Luiz Gustavo explicou que Wesley estava na casa antes do crime e ‘aguardava’ o sinal de André para entrar na residência e participar do assassinato.

“Apuramos que a vítima foi amarrada e torturada com ácido, inclusive na frente da própria filha do casal enquanto implorava para que eles André e Wesley parassem”, explicou o delegado. 

Logo após o assassinato, André e Wesley fugiram de Ivaí para Ponta Grossa, deixando a criança na casa de uma tia do casal e seguindo, em um carro de aplicativo, para a região de Uvaranas - André foi encontrado morto em um hotel do bairro após cometer suicídio.

Recompensa financeira

Wesley teria recebido efetivamente R$ 1,2 mil por participar da morte de Micheli - ele teria conhecido André há cerca de três anos quando trabalhou para o ex-companheiro de Micheli. 

“Ele [Wesley] deve ser indiciado por homicídio triplamente qualificado, levando em conta o feminicídio, a promessa de recompensa e a tortura da vítima”, contou Luiz Gustavo.
Segundo o delegado, Wesley não tem passagens pela polícia. 

Crime chocou a região

Cometido no final de outubro, o crime contra Micheli chocou a região dos Campos Gerais.

 Após matar a ex-companheira, André ainda usou as redes sociais para denegrir a vítima  ele já havia sido preso por agredir a psicóloga em 2018.

DA REDAÇÃO/ MARIA FARIAS

FONTE: A REDE


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