domingo, 30 de junho de 2019

Menino que foi jogado de apartamento após explosão morre no hospital em Água Verde


O menino de onze anos, que estava no apartamento que explodiu no bairro Água Verde, em Curitiba, não resistiu aos ferimentos e morreu após uma cirurgia no Hospital do Trabalhador, na tarde deste sábado (29). 

A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da casa hospitalar. 

O casal que estava com ele está internado no Hospital Evangélico: o homem teve 30% do corpo queimado e a mulher 80%. 

A quarta vítima, que fazia o serviço de impermeabilização que iniciou as chamas, também está internado no Evangélico, com queimaduras generalizadas.

A explosão aconteceu na Rua Dom Pedro I, no bairro Água Verde, em Curitiba. 

O menino, de nome Mateus, foi lançado para fora do apartamento, no sexto andar, e foi parar no térreo. 

Ele chegou a ser socorrido com vida, mas os ferimentos eram graves. Mateus era irmão de Raquel Lamb, de 23, que estava no apartamento com o marido, Gabriel Araújo, 29, e o técnico que faria a impermeabilização, Caio Santos, de 30. 

O estado de saúde de Raquel e Caio inspira cuidado. O sargento Rogério, do Corpo de Bombeiros, mora na região e prestou os primeiros atendimentos no local. 

Um soldado da Polícia Militar e o capitão Giovani, dos bombeiros, fomos os primeiros a chegar. 

O fogo estava bem avançado em um apartamento e retiramos uma mulher que estava prensada pela geladeira. 

As roupas delas chegaram a rasgar, pela força da explosão. 

Ainda havia uma homem, marido dela, com queimaduras pelo corpo, e o garoto, que foi lançado do apartamento.

Um serviço de impermeabilização, possivelmente em um sofá, pode ter sido a causa da explosão na Rua Dom Pedro I, de acordo com o Corpo de Bombeiros. 

Apenas a perícia irá confirmar, mas os indícios apontam para isso, já que uma máquina para o trabalho foi encontrada na sala do imóvel, foco da explosão. 

Quatro pessoas das mesma família e o profissional que trabalhava no apartamento ficaram gravemente feridas. O major Fernando Ferreira Machado, do Corpo de Bombeiros, passou detalhes sobre o atendimento no local. 

“Fomos chamados para esta explosão no sexto andar, em um prédio com quatro apartamentos por andar.  Quando chegamos, havia pessoas em estado grave, com queimaduras diversas, e o menino que foi lançado do sexto andar para o térreo. A princípio, acontecia um serviço de impermeabilização que causou a explosão”, descreveu.

De acordo com o major, a máquina usada para a impermeabilização possivelmente vazou gases. “Foi encontrada uma máquina ali na sala, foco da explosão. Em um local confinado, os gases se espalham e, se tem algo que serve como uma ignição, pode acontecer isso. Os feridos estavam neste cômodo, apenas o garoto em um do lado, que perdeu as paredes e, por isso, ele acabou lançado”, destacou.

Como houve sérios danos no sexto andar, o prédio vai permanecer interditado. “A edificação foi fechada e agora será avaliada por profissionais da área de estrutura. As portas dos elevadores foram rompidas, bem como as portas corta-fogo. Agora, isso vai ficar para os órgãos competentes, para se definir a viabilidade estrutural”, descreveu o major Ferreira.

Por fim, o bombeiro militar destacou que apenas a perícia vai poder determinar detalhes dos motivos da explosão. 

“Qual foi a ignição e por que aconteceu o vazamento de gás, apenas com o trabalho da Polícia Cientifica, até porque os feridos não tiveram como explicar, porque estavam com gravidade e foram levados com urgência ao hospital”, concluiu.


Da Redação/Maria Farias


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