terça-feira, 14 de maio de 2019

Família afirma que Hospital Getúlio Vargas demorou 20 dias para informar sobre morte de paciente, na Zona Norte do Rio de Janeiro


Uma família afirma que levou 20 dias para ser informada sobre o falecimento de um paciente no Hospital Getúlio Vargas, na Zona Norte do Rio. 

Segundo eles, uma atendente chegou a informar, durante esse período, que o homem havia recebido alta.

A família do aposentado Flávio Machado, de 51 anos, cobra uma explicação da Secretaria Estadual de Saúde sobre a morte dele, que desapareceu após o almoço de Páscoa, no dia 21 de abril.

Mais tarde, a família soube que Flávio almoçou na casa da mãe, em Ramos, e foi atropelado por uma motocicleta na Avenida Brasil. 

Ele foi levado para o Hospital Getúlio Vargas com um quadro de traumatismo craniano e veio a falecer dois dias depois.

Os familiares afirmam que, em momento algum, o hospital fez contato para comunicar o ocorrido, mesmo ele portando documentos e o telefone celular.

Em busca de informações, a família de Flávio chegou a ir ao próprio Getúlio Vargas no dia 28 de abril, onde uma atendente informou que ele havia recebido alta. 

Ele já estava morto.

"Eles falaram que não tinha aparecido ninguém com esse nome aqui", contou Sandra Pereira, irmã de Flávio.

Eles chegaram a voltar à unidade de saúde no dia 1º de maio, em busca de mais informações sobre a alta, mas a atendente informou que não era possível dar informações detalhadas sobre o paciente. 

O Hospital Getúlio Vargas foi alvo de buscas por uma terceira vez, dia 3 de maio.
Desesperados, o caso foi registrado na Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), onde foram orientados a procurar a delegacia da região, a 21ª DP. 

Lá, eles confirmaram que Flávio havia morrido após ser atropelado.

"Fiquei atordoada, saí e perguntei ao inspetor que me atendeu, que disse que ele estava com o documento", destacou Sandra.

O corpo do aposentado foi encontrado no Instituto Médico-Legal, quando estava prestes a ser enterrado como indigente. A unidade informou que ele não portava documentos. 

A mãe de Flávio diz que ele nunca saía de casa sem a carteira.

A família agora luta para que Flávio seja sepultado com identificação, já que as autoridades querem enterrá-lo como indigente no Cemitério de Santa Cruz, onde normalmente são enterradas as pessoas sem identificação.

"Ele não é indigente. Ele tem família, é um cidadão. A gente quer dar um enterro digno", ressaltou Sandra.

A Secretaria Estadual de Saúde, responsável pelo Hospital Getúlio Vargas, afirmou que está apurando o caso e que a os que administra a unidade pode ter quebra de contrato.

Da Redação/Maria Farias


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