sábado, 2 de fevereiro de 2019

Hospital São Vicente de Paulo não suspenderá atendimento às gestantes de Pitanga


A provedora do Hospital São Vicente de Paulo de Pitanga, Nanci Bassani, garantiu, em entrevista exclusiva, que o município de Pitanga.

Não será prejudicado com a decisão de solicitação do descredenciamento da instituição médica do Programa Mãe Paranaense. 

Segundo a provedora, o convênio que Pitanga mantém com o hospital, com o repasse mensal de, aproximadamente, R$ 180 mil, garante a continuidade do atendimento para as gestantes do município. 

O diretor administrativo do hospital, Tiago Porfírio, disse que a decisão do hospital em solicitar o descredenciamento tem a ver com os altos custos que o programa exige para sua manutenção e para que isso seja mantido.

Além do repasse mensal de, no máximo R$ 24 mil pelo Governo do Estado, também é necessário que os demais municípios que utilizam o serviço façam um aporte financeiro para o atendimento. 

Segundo o diretor, apenas o município de Pitanga tem convênio de prestação de serviço com o hospital. 

Os demais, ao utilizar o serviço do programa Mãe Paranaense, que atende as gestantes de risco intermediário, fazem o repasse apenas da AIH (Autorização de Internamento Hospitalar), que não ajudam a cobrir esses custos.

Ele disse ao jornal que para a manutenção do serviço é preciso que o hospital tenha à disposição, 24 horas por dia, e durante toda a semana, um pediatra, um obstetra e um anestesiologista, além de toda a equipe e estrutura do hospital e que esse alto custo estava sendo bancado apenas pelo hospital, com a ajuda do município de Pitanga. 

Porfírio comenta que, nos últimos dois anos, a diretoria tem realizado reuniões com os demais municípios que utilizam o serviço, como Boa Ventura do São Roque, Santa Maria do Oeste, Palmital, Laranjal e Turvo, para buscar uma solução para esse impasse financeiro, mas sem sucesso. 

Em função, disso, a provedoria não teve alternativa a não ser solicitar o descredenciamento, que ocorreu há cerca de 15 dias, e lamentou o fato que um documento interno, dirigido do hospital para a Regional de Saúde, tenha vazado; até porque existe um prazo de 2 meses para que o serviço seja, de fato, interrompido. 

Ele garantiu que durante esse período o hospital continua mantendo o atendimento às grávidas da região e que vai buscar, em novas reuniões com os secretários de saúde e com o Governo do Estado, uma composição nanceira que possibilite que o serviço possa ser mantido. 

A secretária municipal de Saúde, Emily Sakurai, também conversou com o jornal Paraná Centro e garantiu que as gestantes do município de Pitanga não serão desassistidas. 

Ela ressalta que o município vai garantir o atendimento hospitalar, seja no Hospital São Vicente de Paulo ou se houver necessidade em outras instituições de Ivaiporã ou Guarapuava. 

Ela também informou que o município vai manter o convênio atual com o hospital de Pitanga, garantindo o atendimento do plantão noturno e nos finais de semana.


Da Redação/Maria Farias

Fonte: Jornal Paraná Centro

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