terça-feira, 2 de outubro de 2018

Corpo encontrado carbonizado após incêndio é de idosa de 95 anos, diz família em Curitiba


A família de Targina Padilha da Silveira, de 95 anos, afirmou nesta terça-feira (2) que o corpo encontrado após o incêndio na chácara onde ela morava é mesmo da idosa. 

O neto da vítima, Daniel Rodrigo, disse que a confirmação teria sido repassada aos familiares pelo Instituto Médico Legal (IML). O órgão, no entanto, informou que os exames ainda não foram finalizados.

O caso aconteceu na noite da última sexta (28), quando as chamas destruíram uma casa na Colônia Augusta, na Cidade Industrial de Curitiba. 

Na ocasião, a idosa, que morava no local, desapareceu e a perícia encontrou um corpo de pequeno porte, acreditando inicialmente que poderia se tratar de um cão.

Segundo o neto, hoje, a família recebeu a triste notícia de que Targina foi a vítima do incêndio. A gente tinha muita esperança de encontrá-la viva. 

Foi um choque para todo mundo porque, até o momento, como a ossada parecia de um cachorro, achamos que a minha avó poderia ter entrado no mato e se perdido… Porque já aconteceu de ela ter desaparecido antes, comentou Daniel Rodrigo, neto da idosa.

Segundo ele, os bombeiros e os próprios familiares realizaram buscas no matagal durante o fim de semana para tentar encontrar Targina. “Nós entramos no mato para procurá-la, mas não tivemos sucesso. 

Aí hoje nos informaram que era mesmo a minha avó”, completou.

Incêndio

Daniel afirmou que não é possível dizer com exatidão qual foi a causa do incêndio, mas acredita que ela possa estar relacionada com um antigo hábito da idosa. 

“Ela sempre fazia fogo dentro de casa. Era algo cultural mesmo, não vivia sem isso, gostava de se aquecer assim, porque tinha raízes indígenas”, comentou.

No mesmo terreno da chácara, há outras duas casas, que pertencem a familiares da idosa. Como elas ficam distantes, não foram atingidas pelo fogo.

De acordo com o neto, o corpo de Targina ainda não foi liberado pelo IML e, portanto, não há informações sobre o local do velório e sepultamento. As causas do incêndio seguem sendo investigadas.

Sesp

Sobre o caso, a reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), que declarou que os exames para a identificação do corpo não foram finalizados e, por isso, não há como confirmar oficialmente que realmente se trata da idosa.
Da Redação/Maria Farias

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