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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Preso suspeito de ameaçar mulheres de morte dizia que ia deixar vítimas 'em paz' após pagamento: 'Sou bandido de palavra'


Um homem de 34 anos foi preso suspeito de oferecer falsas ofertas de emprego em redes sociais para pegar os contatos das vítimas e ameaçá-las, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. 

Em uma mensagem enviada para uma das vítimas, João Ricardo Marques dos Santos, de 34 anos, diz que, se receber a quantia pedida, cumprirá com o “acordo” e não a extorquirá mais.

Não conseguiu localizar a defesa de João Ricardo Marques dos Santos até a publicação desta reportagem. 

Ao ser apresentado para a imprensa, nesta sexta-feira (3), em Rio Verde, ele confessou os crimes. Segundo a Polícia Civil, ele também admitiu as extorsões em depoimento informal, pois ainda será interrogado oficialmente.

O delegado responsável pelo caso, Carlos Roberto Batista, explicou que duas mulheres procuraram a Polícia Civil para denunciar os golpes. Segundo o investigador, em um dos casos, a vítima tinha publicado nas redes sociais que estava em busca de emprego. 

No texto, ela escreveu o telefone dela e, por meio do número, o suspeito entrou em contato.

“Ela recebeu mensagem alegando que ia contratar a vítima para cuidar de quatro crianças e solicitou o endereço para a contratação do serviço. 

Ela forneceu o endereço e, a partir daí, recebeu mensagem de um homem que se identificou como traficante e que exigia a quantia de R$ 1 mil. Se não pagasse, ia matar ela e a família”, relatou o delegado.

O autor das ameaças enviava fotos da porta da casa das vítimas para mostrar que tinha conhecimento da rotina delas. Ele também enviou várias mensagens para as vítimas cobrando o pagamento do valor pedido.

“Eu falei para você depositar na lotérica, você depositou em envelope, você está pensando que eu estou brincando com você, né. Olha, eu vou te falar uma coisa: ‘Eu vou atrás de você mais a galera aqui, eu e mais cinco. 

Você está pensando que a gente está de brincadeira. Você depositou no envelope, você depositou sem dinheiro”, diz o homem na gravação.

Segundo o investigador, apesar das ameaças, as vítimas não chegaram a depositar dinheiro para o suspeito. 

“Foram identificadas duas vítimas, mas não fizeram depósito. Mesmo assim, o crime de extorsão se consuma no momento em que há o constrangimento mediante grave ameaça”, explicou Batista.

O delegado crê que outras pessoas também foram abordadas, podem ter caído no golpe e pago a quantia exigida. 

Ele orienta que, se elas o reconhecerem, procurem a delegacia para denunciá-lo.
Santos deve ser ouvido nesta sexta-feira para que o inquérito seja concluído. 

O delegado o indiciará por extorsão. 

Se condenado, pode pegar, por cada vítima, de 4 a 10 anos de prisão.

Da Redação/Maria Farias

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