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quinta-feira, 5 de julho de 2018

Último refém em poder de rebelados no Casa de Custódia é liberado na Casa de Custódia em Curitiba


O refém que ainda estava em poder dos presos rebelados na Casa de Custódia de Curitiba (CCC) foi liberado na manhã desta quinta-feira (5). A liberação foi acertada na tarde de ontem, quando outros três agentes carcerários foram liberados.

A informação foi divulgada pelo presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Ricardo Miranda. 

Ele informou ainda que os detentos que participaram da rebelião serão encaminhados para a delegacia e serão indiciados por cárcere privado, tortura e destruição do patrimônio.

Atualização

O capitão Marcos Roberto, da Polícia Militar, conversou com a imprensa sobre o fim da rebelião na unidade. Ele afirmou que no momento estão sendo realizadas vistorias nas galerias da Casa de Custódia e, após a verificação, os presos serão recolhidos. Ainda de acordo com ele, não houve “destruição significativa” no local.

Diferente do que informou o presidente do sindicato que representa os agentes penitenciários, o capitão da PM afirmou que os presos envolvidos na rebelião não serão levados para a delegacia e todos os procedimentos serão realizados na própria unidade. 

“Existem mecanismos internos no Poder Judiciário para que se avaliem as possibilidades”, afirmou.

Em relação às negociações com os rebelados, o capitão afirmou que “as exigências viáveis” serão atendidas. 

As transferências de presos, no entanto, ainda podem demorar, mas ele não descartou que alguns detentos já estejam em trânsito para a unidade.

O agente que foi feito refém até o fim da rebelião foi levado ao hospital. De acordo com o capitão, ele está emocionalmente abalado.

Transferências

Em nota, a Secretaria de Estado e Segurança Pública (Sesp) afirmou que será realizada uma coletiva de imprensa no fim da manhã desta quinta-feira sobre o fim da rebelião. 

A pasta informou que a principal reivindicação dos presos "era evitar, por questões de segurança, que membros de facções rivais permanecessem num mesmo presídio". 

De acordo com a nota, o Departamento Penitenciário (Depen) do Paraná "já havia feito um mapeamento da localização de custódia de presos das principais facções que atuam dentro do presídio" e "já estava em andamento a remoção de presos de uma facção que estavam em celas especiais – chamadas seguro – das unidades em que predominantemente custodia detentos de facção rival". 

Além disso, será instaurado um procedimento interno para apurar a entrada de aparelhos celulares na unidade.

Rebelião

O motim dos presos começou no fim da tarde do último domingo (1º), quando os agentes carcerários foram rendidos dentro da unidade. 

Desde então a polícia negociou com os presos em uma conversa considerada"tranquila" pelas autoridades. 

No entanto, esta suposta tranquilidade passou a ser questionada depois que foram divulgados vídeos em que os reféns eram ameaçados com facões. 

De acordo com o Sindarspen, a superlotação na unidade e a falta de efetivo de agentes carcerários contribuiu para a rebelião. 

O local tem capacidade para 408 pessoas, mas abriga 640 presos e o efetivo não é compatível com o número de detentos no local.

Da Redação/Maria Farias


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