terça-feira, 31 de julho de 2018

Morte de professora Cianortense pode ter sido assassinato em vez de suicídio.


A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga a morte de Adriana Cristina Cazon dos Santos, de 43 anos. 

A mulher, que era professora e trabalhava em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), foi encontrada morta na segunda-feira (30), dentro de casa no bairro Atuba, em Curitiba. 

A suspeita inicial era a de que ela poderia ter se enforcado, as investigações apontam que ela pode ter sido vítima de um assassinato.

No entanto, detalhes das investigações não podem ser divulgados ainda. 

A DHPP informou apenas que não pode se posicionar ainda sobre as investigações, pois os policiais seguem uma determinação emitida pela Justiça de sigilo absoluto sobre o caso.

 “Por enquanto, nada pode ser dito para não prejudicar a investigação”, explicou a assessoria da Polícia Civil, em nota.

Adriana foi encontrada enforcada, no banheiro de casa. 

Apesar disso, amigos do convívio dela contaram à reportagem que a professora pode ter sido assassinada por uma pessoa que seria muito próxima a ela. 

Como o caso segue com sigilo, a DHPP não pode confirmar nenhuma informação sobre as investigações por enquanto.

Investigações avançadas

A informação apurada dá conta de que essa pessoa suspeita já foi ouvida pela DHPP e que as investigações policiais estão quase no fim. 

O corpo de Adriana foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde continua no relatório emitido de forma pública  como “morte a esclarecer”, mas o que a polícia investiga é o fato de que a mulher teria uma lesão na cabeça, incompatível com o suposto enforcamento.

Adriana era casada, tinha um filho de três anos e a criança teria presenciado o crime. 

Atuando no Colégio Estadual Presidente Tancredo Neves, em Colombo, a professora já tinha manifestado aos colegas de trabalho o medo que tinha de ser assassinada. 

Quatro dias antes de ser achada morta, essa mesma pessoa, que agora é investigada, teria tentado atropela-la.

Busca por Justiça

Revoltados com o que aconteceu, os amigos não querem que os detalhes sobre a morte de Adriana acabem não sendo descobertos. “O filho era tudo para ela, o que a mantinha firme. Todos nós encaramos o que aconteceu com muita tristeza e queremos que a Justiça seja feita”, comentou um colega de trabalho, que não se identificou.

As investigações seguem pela DHPP que, mesmo com o sigilo judicial, deve se posicionar quando finalizar o inquérito. 

Informações podem ser passadas pelo disque-denúncia, até mesmo de forma anônima, pelo telefone 0800-643-1121.

Da Redação/Maria Farias


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