quinta-feira, 19 de julho de 2018

Gaeco e Polícia Civil desmantelam quadrilha que ocultava carros roubados em Guarapuava


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), junto da Polícia Civil, realiza na manhã desta quinta-feira (19).

Uma ação conjunta em Guarapuava, Londrina e Curitiba contra associação criminosa para venda de carros roubados. 

Agentes do núcleo de Guarapuava já cumpriram 14 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão no município. 

A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Os nomes das pessoas que tiveram as prisões preventivas decretadas ainda não foram divulgados.

De acordo com o MP-PR, os mandados de prisão preventiva são dirigidos a oito homens e seis mulheres, dentre os quais sete têm envolvimento com crimes já apurados em inquérito ou ação penal. 

As buscas (14 em Guarapuava e duas em Londrina) são realizadas em dez residências e seis locais comerciais.

Investigações paralelas em Curitiba e Guarapuava apuraram que a organização criminosa comprava veículos roubados, principalmente em Curitiba e Região Metropolitana.

E ocultava-os em Guarapuava, adulterando os sinais e obtendo documentos falsos de automóveis com as mesmas especificações. Em seguida, os carros eram anunciados em sites de venda na internet.

Entre os crimes da organização criminosa, estão receptação, adulteração de sinais de veículos, falsificação de documentos e estelionato. 

Ainda não foram identificados os autores dos roubos, mas a investigação desconfia que eles eram encomendados pelos receptadores.

Um policial militar que acessava o banco de dados do Estado foi afastado da função por ser suspeito de passar informações aos criminosos. 

O MP-PR não informou, ainda, a que batalhão pertence o PM.

O procurador de justiça e coordenador estadual do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Leonir Batisti.

Confirmou que o policial militar afastado de suas funções é do batalhão, que está sediado em Guarapuava. 

Ele é suspeito de usar o banco de dados do Estado no esquema, repassando informações confidenciais aos criminosos. 

De acordo com Batisti, ele ainda não foi preso por falta de provas. 

O nome do policial, assim como dos demais envolvidos, segue em sigilo pela investigação do Gaeco e da Polícia Civil.

Da Redação/Maria Farias
Fonte: RSN

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