sexta-feira, 8 de junho de 2018

Recém-nascido enterrado vivo passa bem e bisavó é presa em Cuiabá (MT)


A bisavó do recém-nascido enterrada vivo em Canarana, a 838 km de Cuiabá (MT) teve a prisão convertida em preventiva depois de passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (6).

 Kutsamin Kamayura, de 57 anos, foi ouvida e alegou que a criança não chorou e, por isso, acreditou que estivesse morta. 

Seguindo o costume da comunidade indígena, ela enterrou o corpo no quintal, sem comunicar os órgãos oficiais.

Na decisão, o juiz Darwin de Souza Pontes, da 1ª Vara de Canarana, a ordem pública como motivo para determinar a prisão preventiva de Kutsamin. 

Ela deve responder por tentativa de homicídio. A Polícia Civil estima que a criança ficou enterrada por seis horas – entre as 14h e 20h.

A mãe da criança, de 15 anos, disse que teve o parto no banheiro e que a criança bateu a cabeça no chão. 

Os familiares relataram que observaram a menina e como ela não chorou acreditaram que ela estava morta. A bisavó da índia pegou o bebê e o enterrou no quintal da casa onde eles moram.

Policiais militares foram até o local após receberem uma denúncia anônima informando que um recém-nascido havia sido enterrado no quintal da casa, sem passar pelo Instituto Médico Legal (IML).

O bebê, tido como morto, estava enterrado em uma cova de 50 centímetros de profundidade. 

Os familiares apontaram o local onde o corpo havia sido enterrado e os policiais começaram a escavar com cuidado. 

Um deles ouviu um sussurro e pediu o apoio de uma ambulância, pois a criança estava viva.

 A criança foi levada às pressas a um hospital de Canarana e depois transferida para o Hospital Regional de Água Boa. 

Os médicos descobriram que o bebê teve um afundamento no crânio, pois o exame de raio-X apontou duas fraturas na cabeça. 

Mesmo assim, o quadro de saúde dele é estável.
Da Redação/Maria Farias



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