quinta-feira, 24 de maio de 2018

Greve de caminhoneiros chega ao 4º dia e causa reflexos pelo país


Pelo 4º dia seguido, nesta quinta-feira (23), caminhoneiros fazem protestos em rodovias federais e estaduais, além de vias importantes em pelo menos 20 estados pelo país mais o Distrito Federal. 

Os atos são contra a disparada do preço do diesel que faz parte da política de preços da Petrobras, em vigor desde julho.

Acompanhe a greve em tempo real

Quem são e o que querem os caminhoneiros que estão parando ao país?
Atos dobraram Brasília e a Petrobras.

Desde o início das manifestações na segunda-feira, os atos têm causado reflexos importantes como a redução nas frotas de ônibus em várias cidades, inclusive, capitais; o desabastecimento em supermercados, principalmente de hortifrutigranjeiros; suspensão de atividades em fábricas desde a indústria automobilística até a produção de carne; além da falta de combustível em postos.

Veja os principais reflexos:

Em São Paulo, protestos travam Régis Bittencourt nos dois sentidos;
No Rio de Janeiro, BRT só pôs metade da frota nas ruas e fechou dezenas de estações;
Alguns postos oferecem combustível a preços abusivos, no DF chegou a R$ 10 o litro;
Aeroporto de Brasília adotou "contingenciamento de combustível".

Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), as lojas de alguns estados já começam a sofrer com o desabastecimento de alimentos, especialmente de produtos menos duráveis como frutas, verduras e legumes;

Frigoríficos estimam que os prejuízos já superam os R$ 200 milhões com as exportações de carne suína e de frango, que deixaram de ser feitas;

Correios suspenderam a entrega de alguns tipos de Sedex com data e horário agendados.
Na noite de quarta, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que elimina a cobrança de PIS-Cofins sobre o diesel até o fim de 2018. 

A medida foi aprovada para tentar conter a paralisação dos caminhoneiros. 

Eles protestam contra os sucessivos aumentos no preço do diesel, motivados pela política de preços da Petrobras, que determina o valor da venda dos combustíveis aos distribuidores com base na oscilação do preço do petróleo no mercado internacional e na variação do dólar.

A Petrobras já informou que não mudará a política de reajustes. 

Mas na noite desta quarta anunciou uma redução de 10% por 15 dias no preço do diesel vendido pelas refinarias como um "gesto de boa vontade" para dar solução à crise motivada pelo movimento dos caminhoneiros.

Da Redação/Maria Farias

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