O exame de Ácido Fólico busca avaliar se há deficiência de folato no sangue, principalmente em gestantes e usuários de medicamentos que inibem o folato. Valores baixos no exame podem levar à chamada anemia megaloblástica, na qual glóbulos vermelhos se tornam grandes, imaturos e disfuncionais, causando perigo principalmente para gestantes.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Investigado por corrupção, ex-prefeito de Araucária se entrega à polícia


O ex-prefeito de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, Olizandro José Ferreira se apresentou ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e foi preso na tarde desta terça-feira (10). 

Ele teve o mandado de prisão decretado durante a Operação Sinecuras, que investiga crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, peculato, crimes contra licitações, falsidade ideológica e estelionato.

De acordo com informações do Gaeco, Olizandro foi recebido pelo promotor Fernando Cubas e nem mesmo chegou a ser ouvido. Ele foi encaminhado à cadeia por volta das 17 horas.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), operação investiga, entre outros crimes, pagamentos a três vereadores e sete ex-vereadores.

Feito por pelo menos três empresas que tinham contratos com a Prefeitura, para compra de apoio a projetos do Executivo de interesse das empresas. 

Os valores pagos somam aproximadamente R$ 120 mil mensais, e o acordo em troca de apoio permitia aos vereadores a indicação de pelo menos cinco servidores para ocupação de cargos em comissão na prefeitura (alguns vereadores chegaram a indicar ocupantes para 11 cargos comissionados). 

A situação durou de janeiro de 2013 a julho de 2016, totalizando pagamentos de aproximadamente R$ 5 milhões, segundo as investigações. Os três vereadores que continuam nos cargos tiveram seus mandatos suspensos.

Outra denúncia investigada é a aquisição de um imóvel com valor superfaturado, por R$ 1,84 milhão, pela extinta Companhia de Desenvolvimento de Araucária (Codar), em agosto de 2016. 

Avaliações do imóvel indicaram um valor de no máximo R$ 1,1 milhão. 

A área estava sendo objeto de disputa judicial, por parte de terceiros que reivindicavam sua posse. 

Foram impostas aos proprietários do terreno medidas alternativas à prisão (comparecimento mensal em Juízo, proibição de se ausentar da cidade sem autorização e proibição de manter contato com os envolvidos nos fatos investigados). 

Por envolvimento nesse fato, Olizandro e mais um ex-prefeito, os servidores ligados à Codar e os proprietários do imóvel tiveram bens sequestrados por ordem da Justiça.

Ao todo foram cumpridos 21 mandados de prisão (sendo 19 preventivas e duas temporárias) e 22 mandados de busca e apreensão ao longo da operação.

Da Redação/Maria Farias



           

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