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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Jurados decidem: ex-deputado Carli Filho é condenado por dolo eventual

O ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho foi condenado pelo júri popular. 

A decisão foi proferida na tarde desta quarta-feira (28) no Tribunal do Júri de Curitiba. 

Ele parou no banco dos réus depois de ser acusado de duplo homicídio com dolo eventual - quando se assume o risco de matar. 

Carli Filho admitiu durante o julgamento que bebeu antes de dirigir.

Atualização: Carli Filho foi condenado a nove anos e quatro meses de reclusão.

No entanto, cabe recurso da condenação. O ex-deputado não sai preso do Tribunal do Júri.

O julgamento durou cerca de 17 horas e foi totalmente cercado por muita expectativa, desde a marcação de sua data, passando pela distribuição das senhas para o público chegando ao depoimento do réu.

Foram sorteados dois homens e cinco mulheres como jurados. Foram eles que, depois de ouvirem as testemunhas, o réu, a acusação e a defesa de Carli Filho, definiram pela condenação após responderem às perguntas formuladas pelo juiz Daniel Avelar, que conduziu o júri popular.

No primeiro dia de julgamento, seis testemunhas contaram o que presenciaram entre a noite do dia 6 de maio e a madrugada de 7 de maio de 2009, quando aconteceu o acidente.

 Um amigo contou que chegou a oferecer carona a Carli Filho após um jantar, onde houve consumo de bebida alcóolica, mas o ex-deputado decidiu dirigir o próprio carro. 

O médico que atendeu o réu no Hospital Evangélico disse que ele chegou em coma até o local.

Um dos depoimentos mais aguardados foi o do segurança do restaurante onde Carli Filho jantou. Ele contou que lembrou de ver o ex-deputado bastante alterado e que tentou ainda impedir que ele entrasse no carro, mas não conseguiu.

Além disto, depôs um perito contratado pela defesa do réu. 

Ele contestou as informações de que o veículo de Carli Filho decolou no local do crime ou de que ele dirigia a 170 Km/h.

O depoimento do réu fechou o primeiro dia do julgamento. Ele pediu perdão às mães das vítimas do acidente.

O júri foi retomado nesta quarta-feira com a manifestação da acusação. Para o Ministério Público, Carli Filho também sabia sobre a cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) dele. 

A promotoria ainda rebateu as declarações do perito contratado pela defesa e reiterou que, pela condição dos corpos das vítimas, não há dúvidas de que o ex-deputado dirigia em alta velocidade. 

O advogado Elias Mattar Assad, que acompanhou a família de uma das vítimas do acidente e atuou como assistente de acusação, disse que “tem sangue neste plenário”.

Já a defesa do réu sustentou que o caso não é um homicídio, e sim um acidente de trânsito. 

Além disto, a equipe de advogados de Carli Filho afirmou que o motorista do carro das vítimas reduziu a velocidade e invadiu a preferencial antes da colisão. 

Um deles disse que nada teria acontecido se o carro tivesse parado no cruzamento. 

A defesa ainda citou aos jurados que a velocidade do automóvel de Carli Filho não importa e que nunca houve racha com participação do réu.


Da Redação/Maria Farias

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